4।387.250 eleitores (44.44%) foram votar
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Frelimo elege 191 deputados, Renamo 51 e MDM 8
4।387.250 eleitores (44.44%) foram votar
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Dockanema na capital do norte

De acordo com Pedro Pimenta – director da mostra – “a extensão do Dockanema a Nampula está ainda no começo।” Até ao final do ano está também previsto que chegue a Inhambane. “À medida que há parceiros nas Províncias que demonstrem interesse as projecções podem acontecer mais vezes, uma vez que o conteúdo existe e está disponível para ser divulgado. Depende apenas da iniciativa local”, refere Pimenta.
A projecção do filme “A Ilha dos Espíritos ” – rodado na Ilha de Moçambique – do cineasta brasileiro Licínio de Azevedo, há muito radicado em Maputo, e a presença da cineasta brasileira Tenka Dara, com o seu filme “Plural: a Timbila dos Chopi Para o Mundo”, são dois dos destaques da programação
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
É SÓ DEMAGOGIA

O que o povo Moçambicano precisa é saber com clareza e saber porque é que o governo está usando e abusando da máquina pública para vender ilusão e tomar o voto dos pobres. Esta é a jogada para manter gente que quer continuar no poder para vender mais ilusão.
É por essa razão que este governo adoptou o "vale tudo" na campanha eleitoral, fazendo negócio para chantagear e enganar o eleitor. Exemplo disso são os Slogans lançados que não passa de pura jogada de propaganda, ou melhor pura demagogia para tentar tirar o voto principalmente dos mais pobres, que sonham com uma vida melhor.
Diante dos problemas da existência humana, os políticos mais malandros têm sempre à mão suas meiazinhas para uso genérico. Em geral, eles formulam as mais primárias equações para resolver problemas insolúveis e apontam bodes expiatórios os mais descabidos como responsáveis pelas mazelas do mundo – mazelas que prometem liquidar assim que assumam o poder.
Em fim.
ELEIÇÕES GERAIS 2009: Hoje e amanhã são dias de reflexão

Durante os últimos 45 dias, os 19 concorrentes às três eleições desdobraram-se em iniciativas de campanha eleitoral em todos os 13 círculos eleitorais, dois dos quais localizados no estrangeiro, nomeadamente, África e resto do mundo. O círculo eleitoral de África compreende sete países, designadamente África do Sul, Suazilândia, Zâmbia, Zimbabwe, Tanzânia, Quénia e Malawi, enquanto o do resto do mundo circunscreve-se a apenas duas nações, nomeadamente Portugal e Alemanha, ambas na Europa.
Nas iniciativas de campanha promovidas pelos partidos políticos e coligações de partidos concorrentes foram dados a conhecer aos eleitores os diversos programas de governação para os próximos cinco anos que, no essencial, preconizam o combate à pobreza absoluta, luta que se vai corporizar na produção de comida, maior acesso à água potável, aos serviços de saúde e educação, à reabilitação e/ou construção de infra-estruturas sociais e públicas, melhoria da gestão da coisa pública, governação transparente, entre outras promessas.
A CORAGEM DE SE POSICIONAR
Existem em Moçambique mais de 30 partidos políticos, mas nenhum desses, mesmo os três partidos com mais popularidade, nomeadamente, o partido no poder a “FRELIMO”, a RENAMO e a MDM, tem um discurso claro e que faz a defesa intransigente da Democracia, do Estado de Direito, da Ética e da Justiça. Todos eles não têm uma proposta de desenvolvimento global que envolve questões essenciais como a segurança pública, a saúde, a educação e a preservação do meio ambiente.
Faltam planos, propostas, projectos e boas ideias aos nossos políticos. Também lhes faltam sonhos e fé para acreditarem que é possível restaurar a crença em valores e fortalecer as instituições, a começar pela família. Os políticos não tem fé no nosso futuro e no futuro do país, tanto que o desejo deles não é construir um Moçambique maior, um País de grandes propósitos.
Não queremos viver de fins intermédios, interesses particulares e promessas próximas. Também não pretendemos ver nossos políticos a centrarem suas acções em objectivos limitados ao nosso tempo. Sabemos que é fundamental lutar por conquistas imediatas como emprego, conforto e segurança, e achamos igualmente essencial, até como um dever da nossa geração, definir objectivos de longo prazo. Para o nosso bem e para o bem de Moçambique.
É isso.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Eleições em Moçambique Sob Efeito da Midia
Estas questões todas se colocam quando faltam apenas meses para as eleições presidenciais, legislativas e provinciais em Moçambique. Na enorme complexidade dentro da qual se constrói a decisão do voto, e considerando que muitos factores estão simultaneamente em acção, quais as primeiras impressões que um observador pode ter do papel da mídia nas eleições que se avizinham no País?
Creio ser possível arriscar algumas afirmações. A primeira é que a mídia – ao contrário do que gostam de admitir seus principais porta-vozes – não é apenas uma mediadora ou transmissora de informações. Ela é parte activa e interessada no processo e constitui-se, ela própria, em importante actor político. Nos períodos eleitorais, esse papel se revela com clareza nas decisões editoriais, nas omissões e nas ênfases da cobertura política. Mas não só aí. Há uma acção implícita, difícil de se perceber e de se descrever, que é constitutiva da posição de centralidade que a mídia atingiu em nossas sociedades.
Nos debates com candidatos, por exemplo, a instituição TV – que não passa de concessionária de um serviço público – comporta-se como se constituísse um poder acima dos outros (será que constitui?). Os candidatos, que se apresentam aos eleitores como aspirantes aos cargos públicos, estão nesses debates como se diante de uma banca de examinadores, e a autoridade do julgamento é exercida pela estrutura televisiva personificada no âncora que preside o debate.
Outra característica presente é que não há efectivamente política nacional sem mídia porque são justamente as emissoras de Rádio e de Televisão, os jornais, as revistas e o cinema que definem o que é público, num contexto de regime democrático cuja essência deve ser a presença de actividades públicas e visíveis. A mídia modificou radicalmente as campanhas eleitorais e se transformou, por si, em importante actor político por sua capacidade de produzir e distribuir capital simbólico e pela possibilidade que os seus concessionários e proprietários têm de influenciar ou até intervir no processo político.
Em Moçambique, características históricas do sistema de mídia – com regulação que incentiva o desenvolvimento da radiodifusão privada (comercial) e comunitária, sem restrições efectivas à propriedade cruzada – somadas às características da população (maior parte considerada analfabeta funcional, sem domínio da escrita, com principal fonte de informação política o Rádio e a Televisão) funcionam como potencializadores do poder da mídia no processo político-eleitoral.
A proposição que mais nos interessa diz respeito à crise generalizada dos partidos em diferentes sistemas políticos. A mídia tem exercido várias das funções tradicionais de partidos políticos, como construir o cenário público, gerar e transmitir informações políticas, fiscalizar acções do governo, examinar e avaliar políticas públicas e canalizar demandas da população. E essa apropriação pela mídia do espaço de actuaçãopartidária tem papel determinante na crescente da “personalização” da política e do processo político. A cobertura jornalística torna-se cada vez mais centrada em candidatos do que em ideologias partidárias, e o processo fica caracterizado como uma disputa entre pessoas (políticos) e não entre propostas.
E as eleições, especialmente em democracias emergentes, muitas vezes significam maior tensão entre a imprensa e as autoridades. Intimidação do eleitor, fraude e instabilidade pós-eleição são alguns problemas em potencial que dificultam a reportagem de jornalistas. Contudo, uma imprensa livre é crucial para fazer valer a responsabilidade nas eleições.
Entretanto, lançamos aqui algumas perguntas que se podem incluir outras questões relacionadas acima.
Que tipo de perigos os jornalistas enfrentam quando cobrem eleições? Quanta pressão os jornalistas sentem para apoiar, opor-se ou ignorar certos candidatos na reportagem? O que a mídia noticiosa pode fazer para assegurar que as eleições sejam livres e justas? O que pode ser feito para melhorar a cobertura eleitoral no seu país?
Varios partidos políticos e seus candidatos muitas vezes não aceitam reportagens da mídia, se são contra si, dizendo que a reportagem é tendenciosa… e que o jornalista recebeu dinheiro do candidato oponente. Quando o quarto estado da democracia está sob comando do primeiro, pode-se imaginar o quão imparcial será a análise da eleição. Evidentemente, o papel da imprensa não deve ser no sentido de direccionar o voto ou influenciar o eleitor a votar nesse ou naquele candidato. Mas o papel dos meios de comunicação é fundamental para conhecermos melhor os candidatos e os partidos aos quais estão filiados.
Pretender que a imprensa seja imparcial é semiutópico. Isto porque ela deve se manter afastada do jogo político. Desta forma, estará prestando um serviço inestimável a todos os cidadãos desse País.
Enfim, a imprensa moçambicana registrou as famosas alianças entre gregos e troianos na política.



